O Grupo Renascendo no Pós-Parto é um espaço para trocas de experiências, apoio mútuo e aprendizado entre mulheres que passaram pela experiência de gestar e parir. Os encontros são semanais e com temas variados sobre o universo do pós-parto.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A mulher no pós-Parto




A gestação e o parto preparam a mulher, biológica e psicologicamente, para viver o período do pós-parto, que é também chamado de puerpério. Caso você não tenha gestado e parido seu bebê, estar disposta a cuidar dele pode ajudar a alcançar  um estado parecido ao da mulher parida. 
A principal transformação é o desenvolvimento de um estado em que é mais fácil para a mulher se comunicar com o bebê. Neste estado a mulher revive a época em que ela era um bebê. Assim é possível viver na falta da dimensão do tempo e na entrega total que um recém-nascido proporciona. Sim, nosso filho proporciona a nós esta volta a um período da nossa vida no qual não havia palavra, tempo, mundo, gente, nós mesmos. Só havia uma coisa, a Mãe, que era seio, leite, afago, voz, cuidado, silêncio, frio e calor. 
Neste período do pós-parto vivemos os dois papéis ao mesmo tempo, pois só sendo mãe e bebê podemos ter empatia o bastante para entender e atender o nosso bebê. Para conseguir mergulhar nesta experiência sem precisar pensar no mundo adulto é preciso que a mulher tenha apoio com relação aos seus afazeres diários e que seja cuidada com compreensão e empatia. 
Ao reviver nosso passado algumas sensações boas e desagradáveis, podem sair do baú e assaltar nosso coração. Podemos passar por esta fase tentando enfiar tudo no baú novamente ou aproveitando a oportunidade de crescimento pessoal e auto-conhecimento. 
Pode ser difícil se deparar com o puerpério, seja por falta de apoio, pelos sentimentos que afloram, pela falta de disposição em parar tudo e ficar no estado de mãe-bebê. Pode ser também que seja muito prazeroso conhecer o bebezinho que estava crescendo em você, sentir seu cheiro, tocar a pele macia e olhá-lo dormir entregue e relaxado nos seus braços. 
Geralmente nossos sentimentos se alternam, e nos acharíamos loucas se essa não fosse, com alguma  variação, a história de todas as mães e bebês do mundo!    

Patrícia Loraine
Doula, Educadora Perinatal e Psicóloga em formação.
www.engravidareparir.blogspot.com

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