O Grupo Renascendo no Pós-Parto é um espaço para trocas de experiências, apoio mútuo e aprendizado entre mulheres que passaram pela experiência de gestar e parir. Os encontros são semanais e com temas variados sobre o universo do pós-parto.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O bebê no Pós-Parto




O bebê é um ser em formação, obviamente, e assim que nasce continua, fora do corpo da mãe, o seu desenvolvimento físico e psíquico. Estes dois aspectos se desenvolvem de forma interligada, e é importante observar algumas necessidades do bebê nas primeiras semanas de nascido.

O ambiente é muito importante, é preciso que esteja calmo e tenha prevalência de momentos de silêncio e tranquilidade. Se você tem outra (s) criança (s) pode ser necessário conversar com ela (s) a respeito das necessidades do bebê muito pequenininho e pedir que fale baixo o máximo que conseguir, pelo menos durante os primeiros dias. Claro que as crianças tem momentos de muita agitação, neste caso pode ser necessário ter alguém que leve seus outros filhos para dar uma volta e extravasar as energias. Também é preciso que você tente se manter neste clima de tranquilidade. Pense em como ficamos quando entramos em um templo religioso, ou um lugar que seja sagrado para nós. Ficamos em estado de respeito e reverência, e o bebê precisa, nos primeiros dias de vida, que busquemos este estado na nossa casa.

O bebê também precisa de cuidados, claro, precisa que observemos se ele está molhado, se está com fome, frio ou calor. Nos primeiros dias temos uma preocupação excessiva em achar que o bebê sente muito frio. É preciso ter cuidado para não superaquecer o bebê, ele sente um pouco mais frio que nós, mas quando está calor, eles sentem calor! O bebê precisa sentir que seu corpo está quase sempre em um estado confortável. Por isso é importante que se atenda prontamente o choro do recém-nascido, buscando entender qual a sua necessidade e tentando saná-la. Nem sempre vamos conseguir entender seus choros prontamente nestes primeiros dias, e isso não tem problema algum. É só estamos à disposição do bebê para que ele sinta que seu corpo recebe todos os cuidados de que necessita.

Nestas primeiras semanas é interessante que o pequenino tenha um cuidador principal, que seja a mãe biológica ou outra pessoa. Para ele é importante ter uma constância do cuidador, pois a pessoa que cuida é como se fosse seu mundo. Como ele está começando a se formar em todos os aspectos, é necessário que este mundo não varie muito em forma, cheiro, som, forma de tocá-lo... Além disso, as defesas imunológicas do bebê ainda estão em formação, e o contato com muitas pessoas o expõe a uma variedade de micro organismos que o corpinho dele pode não dar conta.

O toque é uma necessidade vital para o bebê, ele precisa do toque para continuar vivo e se desenvolver de forma saudável. Não é apenas tocar sua pele com o objetivo de cuidar: trocar fraldas, roupas, dar banho, dar o peito... Ele precisa ser tocado com interesse, precisa receber carinho sem pressa e sem motivo. Nestes dias o bebê mama e dorme, basicamente, e pode ser que a gente se esqueça de acaricia-lo, se preocupando com seu bem estar (se está molhado, com fome, com cólicas) ou deixando-o em paz para dormir. Você pode acariciá-lo enquanto amamenta, tocar suas costas, as mãozinhas, o pezinho, a cabeça, sem pressa, apreciando a maciez daquele corpo recém-saído do ventre. E pode também deixá-lo adormecendo no seu colo às vezes, permitir que ele durma ouvindo o som do seu coração, sentindo seu peito arfar com a respiração, sentindo seu calor. A Shantala, massagem para bebês, não é recomendada para os pequenos antes de um mês de idade. Por enquanto o toque leve e interessado pode dar o que o corpinho do bebê precisa para crescer bem.


Observe estas questões nos cuidados com o seu pequenino no pós-parto e não se preocupe. Ouça seu coração e suas intuições, tente se ouvir mais do que aos outros. Em alguns momentos vamos precisar ouvir outras pessoas que tenham experiência em cuidados com bebês, mas na maior parte do tempo você que está ali com seu bebê, vivendo e cuidando dele o tempo todo, sabe o que fazer intuitivamente. Não se envolva com os bombardeamentos de conselhos que todas recebemos quando estamos com nossos bebês nos braços. Uma coisa que aprendi nestes meses de maternidade foi ouvir o que parecia fazer sentido e depois analisar se aquilo poderia servir para mim e meu bebê. Caso eu achasse que não, descartava o conselho sem nenhuma culpa. Aproveite estes primeiros momentos da vida do seu filho, e tente com todo o coração fazer com que sejam vividos na plena energia do amor.


Patrícia Loraine
Doula, Educadora Perinatal e Psicóloga em formação.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A mulher no pós-Parto




A gestação e o parto preparam a mulher, biológica e psicologicamente, para viver o período do pós-parto, que é também chamado de puerpério. Caso você não tenha gestado e parido seu bebê, estar disposta a cuidar dele pode ajudar a alcançar  um estado parecido ao da mulher parida. 
A principal transformação é o desenvolvimento de um estado em que é mais fácil para a mulher se comunicar com o bebê. Neste estado a mulher revive a época em que ela era um bebê. Assim é possível viver na falta da dimensão do tempo e na entrega total que um recém-nascido proporciona. Sim, nosso filho proporciona a nós esta volta a um período da nossa vida no qual não havia palavra, tempo, mundo, gente, nós mesmos. Só havia uma coisa, a Mãe, que era seio, leite, afago, voz, cuidado, silêncio, frio e calor. 
Neste período do pós-parto vivemos os dois papéis ao mesmo tempo, pois só sendo mãe e bebê podemos ter empatia o bastante para entender e atender o nosso bebê. Para conseguir mergulhar nesta experiência sem precisar pensar no mundo adulto é preciso que a mulher tenha apoio com relação aos seus afazeres diários e que seja cuidada com compreensão e empatia. 
Ao reviver nosso passado algumas sensações boas e desagradáveis, podem sair do baú e assaltar nosso coração. Podemos passar por esta fase tentando enfiar tudo no baú novamente ou aproveitando a oportunidade de crescimento pessoal e auto-conhecimento. 
Pode ser difícil se deparar com o puerpério, seja por falta de apoio, pelos sentimentos que afloram, pela falta de disposição em parar tudo e ficar no estado de mãe-bebê. Pode ser também que seja muito prazeroso conhecer o bebezinho que estava crescendo em você, sentir seu cheiro, tocar a pele macia e olhá-lo dormir entregue e relaxado nos seus braços. 
Geralmente nossos sentimentos se alternam, e nos acharíamos loucas se essa não fosse, com alguma  variação, a história de todas as mães e bebês do mundo!    

Patrícia Loraine
Doula, Educadora Perinatal e Psicóloga em formação.
www.engravidareparir.blogspot.com

domingo, 21 de abril de 2013

Amamentação

Para inspirar vocês, coloco aqui um pouco da minha experiência com a amamentação:

imagem facebook



Na gestação eu li muito, antes mesmo da barriga chegar, por que sou doula. Mas senti algo como uma preguiça em preparar os seios. Tomei uns três banhos de sol, puxei um bocadinho os mamilos. Só. Entendi que era uma intuição me dizendo que não adianta ou não precisa.
Mais do que preparar meu peito, eu pensava como que vai ser quando uma boca sedenta encontrar meu mamilo? Não sedenta de prazer, mas de leite. Não sedenta de me ver gemer, mas querendo sentir minha presença envolvendo como água morna. Será como minha cabeça vai ficar quando isso for prazeroso? Me questionei e não procurei responder.
O Pedro nasceu em casa, e logo foi pro meu colo, pro meu peito. Pra nós foi muito estranho, não nos acertamos naquele dia. Sabe como é, tínhamos acabado de nos conhecer, estava todo mundo olhando, comentaram sobre meu mamilo ser pequeno. Brochamos. Ficamos tentando uns dias, mas estava sem jeito.
Uma madrugada dessas, quando nossos corpos se tocaram, o amor tomou conta do meu peito, eu o olhei na penumbra, tão tudo, tão o universo inteiro em um corpinho pequeno...
Ficamos juntos pela madrugada, ele teve tempo de ir pela quietude da noite me tateando, me cheirando, testando. Quando o sol dava sinal já estávamos nós dois conhecendo um o corpo do outro. Boca e mamilo sabiam o caminho agora. A sensação no peito não era boa, era o estranhamento da humana agora se vendo mamífera igual a qualquer bicho. Rachou um pouco, doeu de cheio.
Agora amamentar é fácil e gostoso com um tipo de prazer que não é genital nem orgástico, mas há gozo. Quando meu leite jorra do peito cheio me sinto poderosa e amada como Gaia e sua carne fértil que alimenta seus filhos. Faço este milagre todos os dias e é tão simples quanto botar o peito pra fora.

Próximo encontro dia 26/04



No nosso próximo encontro vamos falar sobre amamentação. Como foi a primeira vez que você amamentou? Se este não é seu primeiro bebê, como foi a primeira vez que amamentou este bebê? O que é amamentar? O que é e por que amamentar em livre demanda? Amamentar é tão natural, por que algumas de nós tem dificuldades? Qual é a melhor maneira de amamentar? Até quando devemos amamentar? Vamos pensar juntas sobre todas estas questões lá no nosso próximo encontro do Grupo Renascendo no pós-parto! 



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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Olá queridos amigos e queridas amigas!

Começamos este espaço hoje para divulgar nosso grupo de pós-parto em Brasília, compartilhar artigos relacionados ao tema e outras coisas que sejam do interesse das mulheres/famílias e seus bebês! Divulgo, para começar, o cronograma do primeiro ciclo de encontros do grupo. Para participar é preciso se inscrever, assim planejamos melhor nossos encontros e te recebemos melhor também. Os encontros são preparados com muito carinho, e os temas são flexíveis. Se você quiser sugerir outro tema para o próximo encontro, estamos abertas para conversar.

Aguardamos sua inscrição, só temos 10 vagas por encontro!

Até mais!
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